Esses dias tenho (re)lido Quintana. Vi também o filme Vinícius, o que me levou a também querer (re)lê-lo. E assim passei algumas horas no domingo. Lendo, ouvindo, absorvendo... gostei do filme, achei emocionante, apesar de ter percebido um certo bairrismo, mas enfim...gostei, me emocionei, chorei.
E fiquei pensando na necessidade de paixão que o Vinícius tinha (ressaltada por todos que falaram dele). Falaram na necessidade da paixão, do contato, dos amigos, mas como se fosse uma característica tão própria e vinculada ao Vinícius, que até estranhei. Estranhei por que ele, a meu ver, não foi o único a necessitar de paixão, amigos, boemia, pra ter e sentir alegria, vida, felicidade. Bem, talvez na intensidade em que ele viveu tudo isso, tenha sido...mas sou um pouco (?) assim também, de sempre querer farra, boemia, música, paixão...paixão por tudo, pelos amigos, pelo trabalho, pela vida.
Realmente, fica difícil viver sem paixão...e como no filme ressaltaram muito a sua eterna busca pela paixão, pela felicidade, ao ponto de acharem que ele não era de fato feliz, fiquei pensado, como algumas vezes já pensei, sobre mim mesma...se eu gosto, ou se eu preciso de tanta agitação, encontros, farras. Mas, mais uma vez, não chego a uma conclusão, ou melhor, chego à uma que me convém e satisfaz...gosto sim, e preciso do que eu gosto, preciso viver e fazer o que me dá prazer!
Ontem foi engraçado...por conta de uma gravação, fiquei trabalhando até quase 21h, sendo que costumo sair às 15h! Mas, surpreendentemente, não fiquei chateada, nem achei ruim ficar até tarde no trabalho. Uma sensação totalmente nova pra mim, que quando precisava ficar meia hora a mais num escritório de engenharia, já xingava internamente tudo e todos! Daí eu realmente precisava sair, beber, dançar, encontrar amigos. Não foi o caso de ontem, tava cansada, mas contente. E hoje tô louca pra ouvir um samba, beber, dar risada...porque eu gosto disso, mas dessa vez não é porque eu preciso farrear pra não pensar no péssimo dia que tive...coisa boa que é mexer com arte, viu!
Até rolar pelo chão
Vinicius de Moraes / Mutinho
Não quero entrar
Para não ter que sair
Porque se eu der de sambar
Ninguém me tira daqui
Vou balançar
Até meu corpo cair
Meu pé vai dar o que falar
Não vejo ninguém pra ir
Nada de par
Pra me empatar, não
Hoje eu só quero
É me espalhar no salão
Mas deixa estar
Não vou fazer confusão
Tudo que eu quero é sambar
Até rolar pelo chão