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Impossível não se apaixonar
Você já viu Carlos Malta, nega? Então vá!
Vá, veja, ouça, sinta. Apure os sentidos e prepare o coração. Sua música, seu jeito de tocar, a forma como envolve a platéia...é emocionante, inebriante, e deixa qualquer um feliz.
Some muito estudo e técnica apurada a simplicidade, sensibilidade e carisma cativantes. Esse é Carlos Malta. Não foi a primeira vez que o vi tocando, mas cada vez é ainda mais apaixonante que a anterior. Agora foi, mais uma vez, no Clube do Choro, acompanhado de Henriquinho, Frango, Hamilton e Sandro. Músicos da pesada para um músico que, como comentamos após o show, parece estar acima do humano, em outra frequência que não a nossa.
Não há como sair de um show dele sem estar extasiado, é impressionante. Olho as pessoas em minha volta e todo mundo com um sorrisão estampado no rosto. Carlos Malta toca com emoção e a todos emociona. Fiz pra ele um porta-pife de crochê. Que ele recebeu com tanta alegria, só não maior que a minha, com a oportunidade de vê-lo, ouví-lo, e ainda por cima dar-lhe um presente!
Fui vê-lo na quarta, na quinta. Hoje vou de novo. A cada dia uma nova expressão, uma nova emoção. E parodiando o próprio (quando se referia à inscrição de uma latinha, dessas compridas, onde ele até então guardava seu pife), impossível de não se apaixonar.
Volte sempre à Brasília, Carlos Malta!!
Escrito por Diths às 12h57
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Susto
Devia ser umas 19h, escuro já, e arriscado passar pela passagem subterrânea. Mas concluí que seria menos arriscado do que tentar atravessar o eixão àquela hora, com muito trânsito e pista molhada. Não queria ser a próxima vítima de atropelamento noticiada no DFTV.
Pra variar, escuridão total, a única parte iluminada é a que fica aberta, entre os eixinhos e o eixão. Com o medo de sempre, segui em frente, e fiquei aliviada ao ver que vinha em meu caminho um casal. Quando iam passar por mim, logo que eu cheguei ao trecho iluminado, o cara se despede da moça, tranqüilizando-a que dali em diante é seguro, ela já está perto da escada e da parada de ônibus, deu meia volta e seguiu dois passos na minha frente.
Eu fiquei mais aliviada ainda por ter a companhia dele, uma cara tão bacana que fez questão de acompanhar a amiga naquela passagem insegura. E seguíamos conversando sobre o perigo dessas passagens escuras, ficamos sem saber se é melhor se arriscar entre os carros ou no meio do breu dessas passagens. Já ia relaxada, conversando com o cara e praticamente agradecendo a ele por também me fazer companhia, quando já estávamos perto da escada, e finalmente eu ia sair daquela escuridão.
Não tão cedo. De repente o cara deu um pinote pra cima de mim, me prendeu pelo pescoço, parecia ter algo na mão além da sacola que carregava. Eu me desesperei como nunca tinha acontecido na minha vida, mas por sorte ele me deixou com a bolsa e documentos, levando apenas o pouco dinheiro que eu tinha. E deve ter se surpreendido com a minha reação tão assustada, começou a pedir desculpas, justificando o roubo com o desemprego. Mas moço, eu também to desempregada...
Não foi a primeira vez que passei por uma situação dessas, mas nunca me assustei tanto. Logo eu, braba danada, que já quebrei guarda-chuva no braço de quem se atreveu a mexer comigo, corri atrás, encarei e botei pra correr. Mas isso à luz do dia. À noite, no escuro e sem ninguém por perto, é bem diferente. E ainda por cima, já tava conversando com o cara, relaxada e confiando nele. Me senti como se de repente um amigo me atacasse, estivesse prestes a me machucar. Tive medo, muito medo. Dele me machucar, de me arrastar pro gramado, tive medo de sei lá o que mais. E fiquei estática quando ele saiu correndo, pedindo desculpas e sumindo. Demorei uns segundos pra sacar que tinha que sair correndo dali, antes que ele voltasse ou outro ladrão ou coisa pior aparecesse.
Subi correndo as escadas, ninguém na parada...por sorte, na mesma hora passou um ônibus, que felizmente parou, apesar de eu ter pedido parada muito em cima. E por sorte eu também tinha vales na bolsa. Tentei falar com uma amiga, precisava falar com alguém, pra parar de tremer, soluçar, parecia que eu tinha passado por coisa muito pior. O cobrador foi bacana, ficou conversando comigo, conseguiu me acalmar. E no fim das contas, agradeci por só ter passado um susto.
Escrito por Diths às 10h41
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